Bar das Letras Dejoces Baptista Júnior

Roxo Maçã

Augustinho, de pais meeiros em terras de coronel, aprendeu o abecedário nos cordéis que a mãe trazia da feira. Em seu primeiro dia de aula na escola pública, Augustinho recebeu, como tarefa de casa, um questionário em que uma das perguntas era qual a fruta que ele mais gostava. No outro dia, recolhido os cadernos, a Professora começou a inquirir seus alunos:

– Qual a fruta que você mais gosta Pedrinho?

– Seriguela professora.

– E você Rosinha?

– Jambo, Professora.

– Cícero?

– Azeitona preta, Professora.

– Augustinho?

– Maçã, Professora.

Passada na casca do alho, a Professora insiste:

– Augustinho você já comeu maçã?

– Nunca comi maçã, Professora, mas gosto muito.

Quando Romeu fez carpaccio da maçã para tira gosto de cachaça, Doutor Augusto virou de uma vez só a sua dose de Nêga Fulô querendo afogar a saudade de quando criança. Solidários, brindamos. E éramos todos meninos.

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