Bar das Letras Martiniano Bezerra Neto

Rio Martiniano

Desliza suavemente,
sobre o leito largo,
o imenso e líquido lençol.
Nas noites frias, escuras
ou enluaradas…
O rio ainda  corre pela madrugada.
E pela manhã, se chove…
Vai correndo também se faz sol,
No seu caminho curvilíneo ,
Banhando cidades,
Lavando taperas.
Alimentando pessoas,
Saciando a sede,
dos homens e das feras.

 

Durante a tarde,
ao anoitecer,
as águas deslizam mansamente
pelo leito largo e profundo
em direção ao mar,
levando em seu dorso brilhante
fragmentos da selva…
sonhos de navegantes
de volta ao lar.

 

Martiniano Bezerra Neto

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