Quanto?

Quanto necessito para viver?
Viver no sentido de passagem pela vida.
Somente o suficiente para amar, fazer o bem e ser amado.
Ou seja, de tudo se prescinde.
Difícil? Utópico? Não sei!
Mas, que os homens andam muito displicentes com a humanidade, é fato.
É fato que a indiferença maltrata. Que a guerra mata.
E pior: que os olhos vêem o que querem ver.
A fome dói e o frio judia.
Mas, somente em quem deles padece.
Os olhos grandes dos grandes homens não enxergam a fome e o frio do vizinho pequeno e podre.
Aqueles que, todos os dias, batem à porta da morte e, por sorte, ela nunca está.
Valores fiduciários: confiança versos moeda se confunde no dia-a-dia dos burgos pelo mundo afora, destruindo o amor fraterno dos homens.
Tenho sim que me perguntar todos os dias: quanto necessito para viver?
A auto-análise pode e deve me responder.
Que o ser se volte para o ser ou em breve não seremos.

Dennis Vasconcelos
Maringá-PR – 17/6/2011

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QUEM ESCREVE

ALTINO FARIAS

Brasileiro, 57 anos, curto carros antigos, boa música, praia e encontros com amigos para “bebemorar” a vida. Discutir e expressar ideias são grandes prazeres, e a escrita tem o dom de dar forma permanente ao que se pensa.

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