Bar das Letras Solange Di Lido

Pranto

Perdoem-me!
Meus olhos choram!
Meu coração se dilacera de dor!
Pela dor das mães, tias, primos…
Pela dor dos pais, avós, pequenos irmãozinhos…
Pela dor do mundo…
Debruço-me sobre mim mesma, buscando consolo para minhas lágrimas!
Que mundo é este nosso, que nos faz chorar todos os dias?
Em que nos transformamos?
Como somos capazes de ter como igual um homem assim?
Pergunto-me atordoada de dor!
Como meu coração se esvai em pranto!
Queimam-me as faces!
Vergonha deste mundo assim, sombrio, desigual!
Baixo meu rosto consternada, em uma vergonha dilacerante, que me rasga a alma, o nome, a vida!
Oh! meu Deus, choro tudo e não se vão, não se apagam as imagens das crianças em fuga!
Pai!
Perdoa-nos!
Somos mesmo teus filhos amados que não conseguimos conter o mal dos seus pares?
Somos mesmo aqueles teus filhos abençoados, plenos de graças, que não multiplicam teu amor, todos os dias, até que o mundo inteiro sorria uma felicidade só?
Me cega o choro incontido, e só vislumbro as pequenas figuras, frágeis, minúsculas, inocentes anjos, a correr do inferno!
Oh! Meu Senhor!
Olhai-me por nós!
Dai-nos um novo homem!

Sol Di Liddo
08/04/2011

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