Bar das Letras Martiniano Bezerra Neto

Pesca ao Jacaré

A canoa desliza mansamente,

Na proa, colado ao banco

Vai o caboclo

De “hastea”à mão

Lanterna entredentes.

Imóvel,como se esculpido

Como uma só peça

Ao banco colado

Lanterna entredentes,

Deixa a canoa

Deslizar mansamente.

 

De chofre, algo avista.

Move-se agora

Como se houvesse

Adquirido vida

A inerte escultura.

Que terá visto?

Que o faz remar para a margem

Criatura ?

 

Uma brasa aparecera

Quando focara a margem

Oposta a cabeceira.

Era o jacaré que buscava.

Aproxima-se mais e mais…

Já bem próximo, ergue a “hastea”

Lança-a, e no lombo da fera

O arpão crava.

 

Começara apenas a contenda,

Colhia o caboclo a arpoeira,

O monstro lutava,

A canoa descia lentamente

Próxima a beira.

Surgiu enfim o jacaré à tona,

O caboclo cacetava furioso,

A fera expirou,

O caboclo sorriu…

Alegre, vitorioso

 

Martiniano Bezerra Neto

Você Também Pode Gostar

Sem Comentários

    Deixe uma Resposta