Bar das Letras Dennis Vasconcelos

Eu, a Noite e o Vinho

O sol está indo. São seis. Entardecer!
Dele recebo o último abraço do raio final.
Aceito-o com receio. Já imagino que estarei à mercê das estrelas.
Elas, que refletem no orvalho da minha mata jardim, a luz divina e brilhante como pirilampos.
Meu Deus! Que maravilha!
Agora só o vinho me supre a solidão.
Vinho que veio para a noite.
Noite de que a solidão é mãe.
Delibo por horas, enquanto medito.
Medito enquanto degusto.
A companheira taça não fala, mas entende o toque dos meus lábios. E assim nos amamos por horas.
Às doze a boca já amarga…
Daí, sinto que não consigo seguir o brilho das estrelas, que só irão após o amplexo do primeiro raio de sol.
Recolho-me intimidado diante do poder de Baco,
o Deus que nos faz bem viver e dormir bem.
Dormi…

Dennis Vasconcelos
25/3/2011

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