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DIÁRIO DE MARIA

DIÁRIO DE MARIA
Para o rinoceronte Chiquinho Bezerra

Jantar pronto e nada dos meninos chegarem. Assisto à novela das oito, faço os pratos e guardo na geladeira; depois do micro-ondas, os meninos já não me pedem para esquentar a comida em banho Maria. Onze horas e nada dos meninos. Deito, mas me falta sono. Meia noite, rezo, repito promessas e nada dos meninos. Uma hora, ruído de chave na porta da sala. Passa direto para o quarto; só dorme ouvindo cantos gregorianos. Serginho, o caçula, chegou. Graças a Deus!

Três horas da madrugada, ruído de chave na porta. Vai direto para a cozinha, lava o prato e guarda no armário. Geraldinho, o do meio, chegou. Graças a deus!

Seis horas da manhã, barulho na porta da sala. Tropeça na mesinha de centro, a culpa é do Geraldinho que se esqueceu de deixar a luz acesa. Na cozinha, o caos: um reboliço de talher, prato, frigideira. Finalmente resolve se deitar; o balanço da rede vai cedendo lugar a um ronco profundo. Chiquinho, o meu primogênito, chegou. Graças a Deus!
Feliz da vida levanto da cama e vou preparar o desjejum dos meninos.

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