Bar das Letras Paulo Roberto Coelho Ximenes

Confissão

Afronto, enfim, a hipocrisia
Tantos anos de disfarces e mentiras
Eu negando o calor maior que vira
Tu – alento meu de cada dia!

Se covarde fui, assim, ao me esconder,
Do desejo vil, afoito e proibido,
Eis-me aqui inteiramente arrependido
Do livre-arbítrio que, insano, fiz morrer.

É como um cão, que me agarro a estas linhas
Estrênuos versos, nus e aquartelados,
Que talvez nem cheirem a jasmim…

Mas te contarão eles, dos meus pecados
Das fantasias mais brejeiras e sem fim!
Dos beijos dependurados nas letras minhas.

Paulo Roberto Coelho Ximenes

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