Gentilândia Guia de Bares

Buraco da Lúcia

 

LÚCIA

 

Nome: Buraco da Lúcia
Endreço: Rua Adolfo Hebster, 355, esquina com Carlos Câmara
Bairro: Benfica (Gentilândia)
Ponto de referência: vindo no sentido 13 de Maio > Damas pela Waldery Uchôa (rua que passa ao lado da pracinha da Gentilândia), dobra à direita na esquina do Benfica’s Bar.
Contato: Lúcia
Fone: (85) 9 8813-9337 e (85) 9 9620-8730

Horário de funcionamento: 
– diariamente das 8:00 horas até o último cliente.

Cozinha:
Rabada, feijoada, tira gostos variados.
Aos domingos sanduíche cai duro e caldoHistórico:

O bar existe há 20 anos, tendo funcionado por 15 na rua Padre Francisco Pinto, em frente onde era o Chaguinha, e há 5 no endereço atual. No início pertencia ao Beto e era chamado Buraco do Beto. Com o tempo, Lúcia o sucedeu no comércio e no “buraco”.
Ponto de encontro dos tradicionais da Gentilândia, o ambiente é agradável, familiar, informal e cheio de muita alegria e alto astral.
Aos sábados, por volta das 16:00 horas, uma boa turma começa a encostar para um bom sambinha que rola até mais tarde.
O Buraco da Lúcia é sede informal do bloco Sanatório Geral, tendo entre seus frequentadores tradicionais alguns dos fundadores do bloco, como Sandra Pedrosa e Mara Amélia.

Observações:
– dados atualizados em março de 2016.
– informações fornecidas pela gerência do estabelecimento.

Galeria de fotos:
07/05/2016 – Festa do Mexe-Mexe:  tertúlia com o DJ Alan Morais e a turma animada da Gentilândia (fotos disponibilizadas por Mara Amélia).

 

19/06/2016 – Arraiá da Cumade Lulu

 

10/07/2016: Arroz de camarão by Mara amélia no Buraco da Lulu. Uma delícia! Além do povo do lugar, Pateta, Tarcísio Câmara e Belém presentes.

 

Crônica: Do Buraco do Beto ao Buraco da Lulu.

Autor: Paulinho Machado (trecho do livro “Outros Carnavais”, ainda inédito)

 

Daqui Não Saio
Autores: Paquito e Romeu Gentil
 
Daqui não saio, 
Daqui ninguém me tira
Daqui não saio, 
Daqui ninguém me tira
 
Onde é que eu vou morar?
O senhor tem paciência de esperar!
Inda mais com quatro filhos
Onde é que vou parar?
 
Sei que o senhor
Tem razão de querer
A casa pra morar
Mas onde eu vou ficar?
 
Nesse mundo ninguém
Pede por esperar
Mas já dizem por aí
Que a vida vai melhorar

 

Do Buraco do Beto ao Buraco da Lulu

Tudo começou quando, nos anos cinquenta, Gilberto Arruda Brasil abria, na Gentilândia, uma mercearia ou bodega, na Rua Padre Francisco Pinto, número 133. Beto, era dessa forma abreviada e carinhosa, que seus amigos o nominaram. O bairro inteiro do Benfica, e não só a Gentilândia, conhecia o Beto, e ele se identificava com todos os moradores daquele segmento de Fortaleza.

Na sua mercearia tinha do ‘enlatado’ ao refresco. É que por aqueles anos, era comum a meninada, depois de um ‘racha’ ou de uma ‘peraltice’ qualquer, passar nas bodegas para se refrescar tomando um refresco e um pão doce. Não pensem vocês, jovens, que, por aquela época existiam lanchonetes, pizzarias, pastelarias e outros ‘babados’. Os garotos merendavam em casa bananadas, abacatadas e café com leite e pão. Se, por acaso, eles estivessem pela rua, aí sim: tome pão doce com refresco de cajá, maracujá, murici e o ‘caralho a quatro’. Aliás, essa expressão ‘pornográfica’ que acabei de usar, está ‘demodê’, mas ela era muito usada quando queríamos dizer, digamos assim, etc. e coisa e tal.

Voltando ao Beto. O cara tinha um ‘chama’: é o tal do carisma! Ele congregava na bodega desde a criançada até a corriola bem mais velha. Como todos nós, mais velhos sabemos, por aqueles tempos, bodega era ‘quase’ um sinônimo de bar. É que os ‘legítimos bares’ ficavam, normalmente, no centro da cidade ou pelas praias. Enfim, toda bodega era um bar e, com o Beto, não foi diferente. Mas, o tempo foi passando e o nosso amigo, que também era um bom ‘molhador da palavra’, foi acabando aos poucos com as mercadorias de mercearia e transformando o local em um ‘ponto exclusivo de biritas’. Só que, também lá por trás, ficou um local que o Beto reservou para aqueles que curtiam um ‘carteadozinho’.

Ao longo dos anos, muita gente boa andou, biritou e jogou um pouquinho por lá. Como sou um frequentador recente do bairro, só falarei aqui de pessoas que me chegarem à memória durante esta minha redação. Quando comecei a andar pela Gentilândia, o ano era o de 1990, portanto há 25 anos, já que estamos no ano de 2015.

O bar do Beto já não era o mesmo descrito por mim e cujas informações peguei com os antigos fregueses ou frequentadores. Quando eu por lá ‘aportei’, o local resumia-se a uma estreita saleta com um fogão, um freezer e um apertado banheiro. A verdade era que o Beto estava cansado e não queria mais ‘porra nenhuma’ com o negócio. Por o local ser pequeno e estreito, o ‘pessoal’ logo criou um nome para o lugar: estava batizado o ‘Buraco do Beto’. Por lá, era comum encontrarmos essas ‘figuras’: Professor Tarcísio Pessoa, Dr. Pedro Gervásio, o médico de todos nós da Gentilândia, Sr. José Nelson, ‘Pilomba’, Temístocles, ‘Pateta’, Almirante Nelson e seu filho Irineu, Oliveira ‘Popó’, Pedro Paulo, Arturzinho e Luciano Machado, ‘Jabão’, ‘Tico’, Betinho, o apaixonado, Edson ‘Maguim’, Joca da ‘Ótica Visual’, Mozart, ‘o craque’, os irmãos Davi e Waldir, Irajá, Barreto, Franzé Azevedo, o ‘bicudo’, Orlando Patrício, Fernando ‘Cabeça de Piper’, o sapateiro ‘Cacuauá’, o Professor Alzir Brilhante, o Professor Freire Neto, o homem da ‘Rapadura Cultural’, e, para finalizar, a figura mais emblemática da Gentilândia, que é o querido Lacerdinha. Esses caras foram os que, no momento, a memória me trouxe. Desculpem quem merecia estar aqui. Afinal, tenho a cabeça grande, mas não sou elefante.

Voltando ao Beto: o nosso amigo já estava cansado pelo peso da idade e então, resolve ceder o espaço para a Lucinha tentar ir ‘ganhando uma graninha’ por lá. Aliás, Lucinha é uma moradora muito querida do bairro, diga-se de passagem. Mesmo com a administração da Lucinha, o nome ‘Buraco do Beto’ permanecia e ele sempre por lá, mordendo na batata e fumando pra caralho. O tempo foi passando e o amigo Beto foi se ausentando aos poucos e aí, as suas ‘faltas’ começaram a chamar a atenção de todos. Especulava-se aqui, perguntava-se ali e, finalmente, vem a notícia que nenhum de nós queria ouvir: o querido amigo Beto Brasil estava com uma gravíssima doença e, infelizmente, ‘esse mal’ o levaria para sempre do nosso convívio. Isso aconteceu no mês de setembro de 2012.

Com a morte do Beto, o pequeno espaço passou a ser denominado ‘Buraco da Lúcia’ ou ‘Buraco da Lulu’, como queiram. Por lá, a Lucinha ainda passou uns dois anos, até que as herdeiras do querido amigo pediram-lhe a chave do ‘buraco’. Os frequentadores do local ficaram mais perdidos do que ‘cachorro caído de um caminhão de mudança’. “Onde nos reuniremos?” Era o que todos nós nos perguntávamos. Mexe-se aqui, mexe-se ali e, finalmente, Lucinha instala-se, provisoriamente, na garagem da casa do casal Egídio e Eliane. Essa gente dava ali provas cabais da amizade e da solidariedade para com a Lucinha. Finalmente, um pequeno grupo de amigos se une e passa a ajudar a Lucinha a abrir o ‘seu buraco’.

O local conseguido foi um ponto do comerciante Pessoa, que fica em uma das esquinas da Rua Adolfo Herbster com Carlos Câmara. O ‘lugar’ é um pouco acanhado, mas foi o que se pode conseguir. Aos poucos, os amigos foram chegando e com eles, novos amigos. A animação por lá é grande e o que não falta é um bom papo, um violão e uma boa batucada para a curtição da ‘galera’. Lá não existe nenhum tipo de preconceito e todos são bem vindos para tomarem os ‘seus goles’. O tira-gosto é o ‘trivial’, mas é feito com muito amor pela ‘nossa Lulu’. No novo buraco, você só vai encontrar alegria e eu não posso deixar de citar aqui Sandrinha Pedrosa como a figura símbolo da simpatia e extroversão do local. Pense numa pessoa pra cima! ‘Negada’, o ‘Buraco da Lulu’ está aberto agora em 2015 e sem uma mosca: sirvam-se!”

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