Bar das Letras Concita Farias

Balão da esperança

Era uma noite muito escura, não tinha luar não. A menina olhou o céu, muitas estrelas, uma multidão! De repente, viu um balão! O seu olhar seguiu o balão, fez um pedido e esse pedido ninguém ouviu não.

Daí em diante, toda noite escura, ela ficava na mesma posição e com o olhar seguia o caminho do balão. Com o pensamento e o coração repetia o pedido ao balão. E lá, naquele quase fim de mundo, a menina ia crescendo… Cabo de enxada, peito de vaca, cozinha, roupa lavada, era essa a sua rotina. Ficando mocinha naquele sertão, pedindo sempre ao balão, balão agora da sua imaginação, mas, nunca esquecido não.

Um dia, não se sabe como, lá passou um homem de televisão, um homem que tinha uma visão. Olhou a mocinha, achou um bom padrão. Tinha um rádio no bolso e de pilha, um montão! Fez presente aquela a quem achou um bom padrão. Foi embora levando consigo aquela imaginação. Para a mocinha, tudo continuou: cabo de enxada, peito de vaca, cozinha, roupa lavada. Agora mais uma obrigação, cuidar do pai, que trabalhar, não podia mais não. Graças a Deus tinha uma distração, ouvir o rádio e aprender muita canção. E sua voz era doce e suave como a luz do balão. O tempo passava e ela continuava naquela sua obstinação, toda noite escura, no mesmo lugar, imaginava ver o balão e fazia aquele pedido que mais ninguém ouvia não.

Agora moça bonita, pai não tinha mais não. Tinha um bom repertório de canção. E quando estava em pé naquela escuridão, vestido branco, simples, comprido, cabelo solto e caído, cantando uma canção, era como se fosse uma linda visão. E foi assim que novamente a viu o homem da televisão. Então, não teve mais dúvidas, chamou a moça bonita para uma conversação:
__ Venha comigo, te dou um empregão! E, pela alma do seu pai, juro que de você não vou abusar não, vou respeitá-la muito como você respeita esse sertão.

A moça nele confiou, mas esperou uma noite de escuridão. Ainda queria falar mais uma vez com seu balão. O homem concordou com a imposição. Enquanto esperava, o homem aproveitava para conhecer melhor o seu novo padrão. Do que gostava, como se chamava… Gostava de tudo parecido, como sono, paz, solidão…, seu nome, Sofia.

Chegou a noite escura, a moça bonita foi lá, encontrou o seu balão. Pela última vez seu pedido, fez com tanta fé e gratidão, que suas lágrimas chegaram até o chão. Depois foi embora do seu sertão levando grande saudade no seu coração. Levando grande esperança, pensando no seu balão.

Chegou à cidade grande com o Sr. Damião, muito assustada com tanta confusão. O Sr. Damião foi para ela um verdadeiro amigo e guardião. Aos poucos, paciente, esperando a adaptação, para depois começar sua verdadeira função de empresário, como era conhecido e respeitado.

Muita aula, muita lição, Sofia tinha muita disposição, não se negava a nenhuma tarefa, a nenhuma obrigação. E o Sr. Damião ali com sua proteção.
Chegou o dia da primeira apresentação, estava linda, vestido branco, simples, comprido, cabelo solto e caído. Cenário escuro, parecido com o sertão. E rompe uma canção, canção que parecia uma oração, oração de alegria, de gratidão, que a todos agradou. No fim, uma explosão de palmas, o povo pedindo repetição!

Parabéns, abraços, flores, jantar, comemoração. E na hora de deitar, Sofia agradeceu ao seu balão, o pedido que ninguém nunca ouviu não:
__ Balão quero um dia brilhar como você para uma multidão!

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