Bar das Letras Romeu Duarte

BAIXA GASTRONOMIA – BIFÉ A ROLÊ

Não é preciso gastar uma fortuna no Tour d’Argent, em Paris, para comer bem. Não, amigos, o nirvana gastronômico não se encontra necessariamente num confit de canard. Podemos ser felizes à mesa em locais simples degustando uma boa comida caseira. O que importa é o amor com que a iguaria é preparada. Dia desses, em meio a um azáfama dos diabos, decidi almoçar perto do escritório. Escolhi a Galeteria de Paula, um restaurante de prato feito que fica no comecinho da Av. Antônio Sales. Gosto de chamar o estabelecimento de Restaurante Dois Irmãos pelo fato do mesmo ser tocado pelos brothers Ítalo e Thales, ambos muito boas praças. Abanquei-me e escolhi uma das três opções diárias do cardápio: bife à rolê. Enquanto tomava uma gelada Itaipava RC, observava a clientela, formada por gente que trabalha nas redondezas: mecânicos, balconistas, atendentes, comerciários. Súbito, chega o prato, ou melhor, a bandeja de aço inoxidável, com os buracos para a colocação das porções. Além da pièce de resistance, arroz, feijão, macarrão, purê de macaxeira, saladinha e farofinha crocante. O bife veio como mamãe fazia, envolto em espesso molho e com recheio de toucinho e cenoura, uma delícia. Comida honesta e feita com bons ingredientes. Devidamente saciado, pedi a conta. 12 reais. No preço, não? Retornei à dura lida pensando nesta frase de Gandhi: “Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome”.

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