Bar das Letras Dennis Vasconcelos

Arma Maldita

No limiar dos meus 54, eu pulo, eu danço, eu corro, eu vivo.
Eu amo !!!
Facilmente comparo-me aos de 40 ou 30.
Sem remédio e sem dor, estou sempre disposto a tudo.
Sem artifícios. Desnecessários são eles a mim.
O artifício covarde me levou um amigo aos belos 52.
Pagou com a vida alguns instantes, depois do traiçoeiro prazer que veio escondido na pedrinha azul, sorvida com doses de uísque.
Deixou-nos cedo aquele amigo, tão agradável e tão ligado à bondade divina.
Coração de criança, enganado pelo doce maldito do prazer que lhe trouxe a morte.
Melhor ficasse ele sóbrio; melhor ficasse ele casto; melhor ficasse ele aqui entre nós.
Ele se foi e nos deixou, de presente, a saudade e a lição.
Na saudade, a dor.
Na lição o medo da arma maldita, que se vira contra a quem a admira.
Fica bem, meu irmão. Estamos aqui por ti.

Dennis Vasconcelos

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