Bar das Letras Solange Di Lido

2011

Pontos no finito e no infinito se aglomeram, ávidos e sedentos.
Milhares deles aos segundos…
Iniciando-se, partindo-se, consolidando-se…
Nasce o amor, destrói o ódio, separa a vaidade, apartam os ideais.
Incompreensivelmente.
Incansavelmente.
Ininterruptamente.
Ao invés de unir, agrava.
Sem mitigar nenhuma hora, sem trégua horroriza, avilta.
Sem ligar, compete, denuncia, amarga, entristece.
Vigiam-se num frenesi doentio, atemorizados.
Copiam-se num afã sem medidas, fascinados e compungidos.
Surpreendem-se com os nobres!
Espantam-se!
Estardalhaços em elogios!
O embate continua, viril, violento e venal.
Não há moderador que conduza a manada.
Intrépida em sua sede de poeira, faz carreira e anuncia em segundos sua nova arma, enfeitada de acentos, tils, reticências!
Irrompida!
Os sorrisos se escondem, ataviados e desalinhados, numa trança de medos e amores…
Num enredo de credos e de descrenças…
As lágrimas não lavam mais o rancor, elas criam sulcos de resignação.
A vaidade abomina a irmandade, prendendo-a pelas mãos atadas e subjugando-a como um carcereiro infame!
Os silêncios são traidores, delatam, sem dó!
Incessantemente.
Releio, deixando rastros de lágrimas e de suspiros ainda não exclamados.
Somente a paz é moderada, infelizmente…

Sol Di Liddo
06-06-2011

 

Solange Narciso Medeiros Di Liddo

 

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